UMA VITÓRIA MITOLÓGICA

16 FEV 2017
16 de Fevereiro de 2017


 Por: Ugo Marques

Olá Nação Tricolor!!!

Hoje é daqueles dias em que acordamos com o sorriso estampado, dia em que queremos ver os gols quarenta vezes, dia de “zuar” o amigo santista, se bem que são poucos. Como é bom este sentimento, como é bom ver que temos novamente um time competitivo, lutador. Se seremos campeões só o tempo dirá, mas já podemos enxergar os frutos do trabalho sério que vem sendo feito, e como eu disse antes do jogo, perder não significava que estava tudo errado e ganhar também não significa que está tudo certo, mas vamos ao jogo.

Como era esperado o Santos começou com muita velocidade e acionando seus bons laterais o tempo todo, o São Paulo parecia não conseguir neutralizar as jogadas e sempre o adversário tinha liberdade para criar, e foi assim que aos 10 minutos, após grande jogada de Vitor Bueno pela esquerda, Copete abriu o placar para o Santos. Parecia que mais uma vez não venceríamos na Vila Belmiro, mas só parecia, por que a partir daí o São Paulo começou a ter mais posse de bola, apesar de ainda sofrer um pouco na marcação, principalmente pelo lado direito com Buffarini, que não teve uma boa jornada ontem.

O São Paulo trocava passes e na maioria das tentativas a jogada morria em Neilton, que não acertava nada e ainda ouvia vaias da torcida rival, por ter sido revelado no Santos. Aos 35 minutos, bola alçada na área buscando Gilberto, que sofreu um empurrão de Zeca e o juiz acertadamente marcou pênalti, Cueva não desperdiçou a cobrança e deixou tudo igual, e para alegria daqueles que não gostam do futebol, que não gostam do gol, na comemoração, costumeira de colocar a mão na orelha, o camisa 10 Tricolor levou amarelo, foi peitado pelos santistas, mas ameaçar e bater pode, segundo as regras do futebol “mimimi”.

E assim terminou o primeiro tempo, o empate serviria para dar uma tranquilidade e também para o técnico ajustar as falhas, principalmente a falta de compactação do meio e a fragilidade na marcação e cobertura pelas laterais do campo, além é claro de substituir Neilton por Luiz Araújo.

E nosso M1TO fez tudo certinho, substituiu Neilton, mudou o posicionamento do meio campo e o time voltou outro, tomamos um susto logo de cara, após vacilo do goleiro Sidão, mas a partir daí o panorama do jogo foi outro, vimos um São Paulo tomando iniciativa do jogo, compacto na marcação, e foi assim que aos 10 minutos Luiz Araújo virou o jogo para o Tricolor, após ele mesmo pressionar Lucas Lima e ajudar Thiago Mendes a roubar a bola e tocar para Gilberto que acionou o atacante Tricolor, que ainda driblou o goleiro santista antes de finalizar ao gol vazio.

O Santos mudou e tirou o fraco Leandro Donizete para a entrada de Bruno Henrique, São Paulo também mudou e Thiago Mendes deu lugar a Araruna, e o Tricolor continuava dominando o jogo e tocando bem a bola, mas aos 26 minutos Rodrigão teve a chance do empate e Sidão fez grande defesa e no contra-ataque, Cueva, novamente o melhor em campo, fez o que quis com a defesa Santista e só rolou para que Luiz Araújo novamente ampliasse o placar com uma finalização perfeita no canto.

São Paulo ainda teve chance de ampliar mais ainda, com Gilberto que finalizou da entrada da área, a bola desviou no goleiro e ia entrando, mas o zagueiro salvou quase em cima da linha.

Fim de um longo tabu, e o início de uma nova era no Tricolor, onde uma coisa podemos ter certeza, vontade, dedicação e competitividade não irão faltar.

São Paulo volta a campo neste sábado, as 19:30h contra o Mirassol também diante de seu torcedor, no Morumbi, com a provável estreia de Pratto e promessa de casa cheia novamente.

VAMOS NAÇÃO TRICOLOR, LOTAR O MORUMBI.

 

DESTAQUES DO JOGO

Sidão: Não foi bem no lance do gol, falhou em jogada com os pés logo no início do segundo tempo, porém fez uma defesa fundamental antes da virada Tricolor. NOTA 7

Cueva: Novamente o maestro, sempre buscando o jogo, indo para cima do adversário, fez gol, deu passe, incomodou durante todo tempo que esteve em campo. NOTA 9

Luiz Araújo: Sempre critiquei o jovem atacante pelas decisões equivocadas, pois ele sempre escolhia errado a hora de chutar, tocar, driblar. Mas ontem entrou e mudou a partida, parabéns ao garoto. NOTA 9

Buffarini: Muito mal na partida, apesar de melhorar um pouco no segundo tempo ficou muito abaixo do rendimento da equipe, tomou dribles bobos e seus carrinhos na maioria das vezes foram errados. NOTA 5

Neilton: Até aqui não mostrou para que veio, não acerta dribles, não cria jogadas, foi o pior em campo ontem e sua saída resultou na mudança do jogo. NOTA 2

Rogério Ceni: Pela segunda vez consecutiva o time volta com outra postura após o intervalo, isso mostra o quanto o técnico enxerga o jogo e tem capacidade de mudar situações. Ainda é cedo, mas o futuro promete. NOTA 9

FICHA TÉCNICA

SANTOS 1 X 3 SÃO PAULO

Local: Estádio Urbano Caldeira (Vila Belmiro), em Santos (SP)

Data: 15 de fevereiro de 2017, quarta-feira

Horário: 21h45 horas (de Brasília)

Árbitro: Vinicius Gonçalves Dias Araújo

Assistentes: Anderson José de Moraes Coelho e Bruno Salgado Rizo

Cartões amarelos: SANTOS: Zeca, Rodrigão. SÃO PAULO: Thiago Mendes, Neilton, Cueva, Cícero

Público: 11.320 torcedores

Renda: R$ 455.425,00

GOLS:

SANTOS: Copete, aos 10 minutos do 1°T.

SÃO PAULO: Cueva, aos 36 minutos do 1°T, e Luiz Araújo, aos 10 e aos 27 minutos do 2°T.

SANTOS: Vladimir; Victor Ferraz, Lucas Veríssimo, Yuri e Zeca; Thiago Maia, Leandro Donizete (Bruno Henrique), Vitor Bueno e Lucas Lima (Thiago Ribeiro); Copete e Rodrigão (Rodrigão).

Técnico: Dorival Júnior

SÃO PAULO: Sidão, Buffarini, Rodrigo Caio, Maicon e Junior; João Schmidt, Thiago Mendes (Araruna), Cícero e Cueva (Bruno), Neilton e Gilberto.

Técnico: Rogério Ceni

By Ugo Marques - @ugomarques - @webtricolorfc – 16.02.17

 

 

 

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